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A roda não pára…
Ainda que por breves instantes, hoje senti-me inexoravelmente velho e ultrapassado.
Há uns anos era estagiário e um formador meu parecia-me completamente ultrapassado quando tentava falar de novidades informáticas e temas relacionados (que nada tinham a ver com o nosso ofício, note-se). Eu ouvia, sorria e, respeitosamente, tentava mostrar-lhe as mais recentes novidades, para que serviam e como funcionavam.
Pois hoje o destino encarregou-se de me recordar que o tempo não pára e que a inversão dos papéis faz parte do devir natural das coisas: pelo menos foi o que (irremediavelmente, receio) percebi no olhar do *meu* estagiário enquanto conversava comigo sobre anti-virus e malware.
É impressionante como estes estafermos arrogantes nos conseguem irritar (tal como eu já terei sido o estafermo arrogante de alguém, claro).
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Ou de como o poder usa eufemismos e meias-verdades para iludir e se manter poder, agora no caso particular da «Grande Guerra» ou «III Guerra Mundial», que ninguém sabe quando acaba: um trabalho de Timothy Lynch, director do Projecto de Justiça Criminal do Cato Institute.
«Doublespeak» é uma designação inspirada na expressão «newspeak» criada por George Orwell no seu 1984.
Boa leitura (e aqui directamente a versão .pdf)
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Ad absurdum
Ou nem por isso: um factor que pode questionar seriamente a existência de um Deus primordial, ominpotente, omnipresente e misericordioso é, precisamente, ter criado alguém capaz de fazer coisas como esta.
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Trigo limpo
Apesar de não ter a Maya no elenco, não há nada que bata a 1.ª série do Espaço 1999.
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A primeira vez
Foi hoje: pela primeira vez consegui remendar um furo num pneu de bicicleta.
(mais um passo na lenta e paulatina [e progressiva, espera-se] humanização do autor)
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O facto e o fato
(…) Enquanto se trata de tomar notas, coligir documentos, reunir materiais, bem, lá vou indo. Mas quando se trata de pôr as ideias, a observação, numa forma de gosto e de simetria, dar-lhe cor, dar-lhe relevo, então… Então foi-se!
Eça de Queirós, n’Os Maias
(ou da razão pela qual os meus blogues [e muitas outras coisas, agora que penso nisso... ] raramente atingem a barreira psicológica dos sete anos meses semanas dias)
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Uma questão de cores
Há ocasiões em que mais vale ficar calado, outras em que a última coisa que se deve fazer é ficar de braços cruzados.
Infelizmente, nenhuma delas nos avisa com um post-it de cores garridas.
(ou de como acabei de perder uma boa oportunidade não só para ficar calado como até para me atirar para debaixo de um rolo compressor)
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Grandes Mistérios da Humanidade
A utilização indiferenciada dos termos Benfica e Glorioso.
(eu nem gosto de futebol mas olham-me sempre de lado quando se apercebem que não retiro qualquer estímulo ao ver duas dezenas de homens em calções a suar)
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Nota Mental
Antes de oferecer a próxima bicicleta ao miúdo fazer um check-up completo, com particular atenção aos resultados no que respeita às funções cardiovasculares.
À cautela, dizer-lhe que andar de bicicleta faz as pernas tortas.
(escrito 4 horas depois de 2 horas a andar a correr atrás dele, sendo que entretanto estive imobilizado do pescoço para baixo)
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Hello world!
O Verão está a acabar, o Outono aproxima-se a passos largos e o cabelo, cada vez menos, começa a ficar mais branco.
A ver no que isto vai dar.
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