Insónia
07Out06
…e, como tal, a pedir uma leitura absolutamente imprevisível e fora do habitual.
Após uns minutos especado a olhar para a estante, saco Uma Cidade Flutuante, de Júlio Verne, ed. do jornal Público de há dois anos, que narra uma viagem transatlântica.
Mais uns minutos (nem tanto, logo na pág. 7) e leio isto:
Os operários desembarcaram apressadamente e subiram os numerosos degraus que terminavam no portaló. Eu com a cabeça levantada e o corpo deitado para traz, como um forniste que vê um grande edifício, contemplava as rodas do Great Eastern.
Pois é, não faço puto de ideia do que é um forniste, mas o deitado para traz é que não me traz grande conforto intelectual.
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ele devia querer que ele trouxesse alguma coisa e…baralhou-se…