Opinião

19Set06

Qualquer que seja, sobre o que quer que seja é, por natureza e quase definição, questionável.

Por exemplo, eu acho o binómio homem-blogue, no caso Pacheco Pereira-Abrupto, um fenómeno interesante: gosto de lá ir ler o que ele escreve, às vezes concordo, outras nem por isso. Recentemente, até fiquei algo «desiludido» com o menosprezo a que ele votou o Loose Change. Mas enfim, ninguém é perfeito.

Isto faz-me procurar a opinião unanime: uma utopia, provavelmente, já que diz o povo que não se pode agradar a gregos e troianos.

Mas ainda assim persisto e não desisto enquanto não encontrar aquela opinião que mereça o acordo de todos, independentemente de credo, raça ou religião: o Santo Graal da opinião.

Começo esta série com uma proposta, a saber:

O Gilberto Madaíl é um chulo.

Admito que possa ser polémica, mas não estou aqui a utilizar o termo chulo enquanto exploração sexual de meninas, mas apelando ao parasitismo social que tal (in)actividade implica. Pronto, já sei, dizem-me «tu estás a ser anti-patriótico e tal, o gajo da FIFA é muito mais chulo e mafioso que o português e não dizes nada».

Com efeito, Sepp Blatter tem um poder (e telhados de vidro límpido, cristalino e de uma espessura tal que mais uma corrente de ar e vai-se tudo) que não se compara ao seu thumbnail português, mas ao menos ainda tem a decência de não tingir as (poucas, é certo) profusões capilares de um alaranjado tipo Chelas.

Enfim, para já acho que basta para a defesa da sobremencionada expressão o Gilberto Madaíl é um chulo como proposta para (uma das muitas, espero) opiniões unívocas.



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